31 de Março: Os dois lados da moeda

castello-brancoA data de 31 de Março próxima é como uma moeda em que numa de suas faces encontramos fatos do passado que devemos comemorar com muito orgulho, pois, as Forças Armadas, respondendo ao chamamento da Nação, nas décadas de 60 e 70, derrotaram a subversão marxista, o terrorismo urbano e rural, apoiados pela então União Soviética, Cuba, China e países da chamada “Cortina de Ferro”, evitando a comunização do País e o jugo tirânico da ditadura do proletariado sobre o povo brasileiro.

Apesar da luta armada, iniciada por organizações subversivas, das agitações de rua, greves, assaltos a bancos, assassinatos, sequestros, terrorismo seletivo e sistemático, ocorridos em todo o Brasil, os governos militares, que se sucederam, ao mesmo tempo em que combateram a luta armada e os desmandos dos comunistas, promoveram a modernização do País, incrementando a educação em todos os níveis, criando universidades e excelente rede de centros de pesquisas, desenvolvendo a agro-pecuária e a industria de base, aumentando a produção de petróleo, construindo inúmeras hidroelétricas e estradas, cobrindo todo o território nacional com moderno sistema de telecomunicações, alcançando o pleno emprego e os maiores índices de crescimento de nossa História. O País, anteriormente agrícola, cuja maior riqueza era o café, foi levado à posição de oitava economia do mundo.

Ao final dos governos militares, dando início à Nova República, o País estava pacificado, a lei da anistia em vigor e a democracia plena. Infelizmente, o outro lado da moeda nos mostra o que deve ser lamentado profundamente, pois, ESQUECER É TAMBÉM TRAIR!

Enquanto os militares, após a anistia, acreditavam numa reconciliação nacional, as esquerdas derrotadas, raivosas, ressentidas e revanchistas, infiltradas em segmentos vários da população, principalmente nos meios operário e estudantil e na Mídia, intensificavam seu trabalho de agitação e propaganda e de conquista de corações e de mentes, criando uma nova estória em que os militares passaram a ser apresentados como bandidos e violadores dos Direitos Humanos. Aproveitando-se da Democracia, atuando demagogicamente, conquistaram cargos eletivos, infiltrando-se nos governos que se seguiram. No governo FHC, com a criação do Ministério da Defesa, os militares foram afastados da alta cúpula governamental, perdendo influência política e tendo os seus recursos, já escassos, diminuídos.

Dada a passividade e o silêncio obsequioso a que se impuseram os chefes militares, durante todos esses anos, como que acuados pelo discurso mentiroso e revanchista e pelo “Politicamente Correto”, consentiram, calados, a construção e consolidação de uma nova e mentirosa estória. Trocaram agrados e condecorações com ex-terroristas e subversivos, esperando por promessas jamais cumpridas. Aceitaram imposições que ferem as mais caras tradições da Instituição, dentre outras a não comemoração e a retirada do calendário militar do 31 de Março e da Intentona Comunista de 35 e a violação do espaço sagrado da Academia Militar.

Gradativamente, os vitoriosos de ontem, militares e civis, que arriscaram a vida em defesa da Democracia e da liberdade, cumprindo ordens, foram abandonados a própria sorte. Tornaram-se os derrotados, vilipendiados e perseguidos, sem o apoio que mereceriam ter dos chefes militares.

Embora os pilares básicos das Forças Armadas sejam a disciplina e a hierarquia, não podem elas, através de seus chefes, aceitar circunstâncias e situações, venham de onde vierem, que firam os princípios, valores e tradições dessas Instituições, pois, o que, também, traduz afronta à dignidade desses mesmos chefes, pois, líderes e responsáveis pela preparação e emprego das mesmas.

Têm eles, servidores do Estado, e não meros funcionários públicos a serviço de um governo, tomado e aparelhado por um partido, o dever de atuar constitucionalmente, visando a manutenção do Estado de Direito, da paz social e das liberdades individuais e coletivas, próprias do regime democrático. Ainda mais que tal partido usa e abusa da demagogia, da mentira e da corrupção e se mantem no poder pela prática do populismo, manipulando minorias, e pelo assistencialismo, tangendo como gado a grande massa carente, formando verdadeiros currais eleitorais, que asseguram a manutenção prolongada no Poder, castrando a soberania da Nação, em busca do que chamam de “socialismo radical”, nada mais do que uma ditadura do proletariado.

Não podem eles, os chefes, carregando o ônus do comando respectivo e respondendo aos seus deveres constitucionais, coonestar ações ilegais, como as encetadas pela Comissão da Verdade e o uso da intimidação que viola os direitos individuais e coletivos, como os chamados escrachos, que agridem o Estado Democrático de Direito. Não podem convalidar a mentira, subservientes a governos, aceitando a proibição da comemoração da verdade.

Salve o 31 de março de 1964!

Por Gen. Marco Antonio Felício da Silva

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2 Comentários to “31 de Março: Os dois lados da moeda”

  1. Tem um monte de aliedado (massa de manobra) falando um monte de besteira, gente que nem viveu àquela época e não tem a mínima idéia do que levou as Forças Armadas a intervir no governo do país.
    E NÃO vejo essa intervenção como uma ditadura, mas sim como uma medida necessária para afastar os inimigos da democracia… Após anos de moralização, deram anistia pra essa gente e o resultado está aí… Só um idiota não enxerga o se faz de idiota para tentar tirar proveito da baderna generalizada promovida pelos terroristas anistiados.

  2. SALVE 31 DE MARÇO DE 64!!!!

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