Foro de São Paulo – Uma nova investida do Comunismo Latino-Americano

20120704_634770376776818686mPor Alessandro Barreta Garcia

No fim dos anos de 1989 a percepção dos comunistas já vislumbrava uma nova forma de alcançar o poder (na realidade muito antes, já no fim do regime militar). Desarticulada a guerrilha urbana, e totalmente impotente, é no início dos anos de 1990 que uma nova articulação estava em curso, isto, caso o candidato Luis Inácio Lula da Silva perdesse a eleição, o que de fato viria a ocorrer. Para Paola (2008) e Zamboni (2008), é por este motivo que se cria no ano de 1990, o chamado Foro de São Paulo, uma organização presidida pelo próprio Luis Inácio Lula da Silva e Fidel Castro. A finalidade de tal organização é articular todo o movimento comunista latino-americano.

Um dos principais encontros ocorreu em 1993 e Havana (Cuba), nessa reunião algumas decisões foram tomadas; investir em propaganda turística para Cuba, fortalecer a imagem de Lula a partir de um núcleo de imprensa esquerdista, e combater o neoliberalismo americano. As estratégias notadamente deveriam seguir a cartilha proposta por Gramsci e a Escola de Frankfurt[1]. Propaganda, jornalismo ideológico e ativismo acadêmico são alguns exemplos fundamentais dessa nova articulação.

Um elemento importante é ressaltado por Paola (2008), a estratégia do gradualismo nas ações, essa, evitaria erros e repulso mediante as ações do Foro de São Paulo. Por isso, com o tempo o governo brasileiro apresenta propostas abortistas, como a já aprovada contra crianças anencéfalas, casamento gay, uma futura descriminalização das drogas, entre outras ações para abalar o conservadorismo e as tradições da sociedade.

De acordo com Carvalho (2008):

O Foro de São Paulo é a mais vasta organização política que já existiu na América Latina e, sem dúvida, uma das maiores do mundo. Dele participam todos os governantes esquerdistas do continente. Mas não é uma organização de esquerda como outra qualquer. Ele reúne mais de uma centena de partidos legais e várias organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e à indústria dos sequestros, como as FARC e o MIR chileno, todas empenhadas numa articulação estratégica comum e na busca de vantagens mútuas.

Tal organização nos espanta, uma vez que seu vinculo com o crime organizado é nítido entre os especialistas. Refiro-me em especial ao filósofo e escritor Olavo de Carvalho, Graça Salgueiro e Reinaldo Azevedo (notáveis jornalistas), Heitor de Paola (escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e Clinical Consultant) e Paulo Roberto Almeida (sociólogo e diplomata).

Na grande mídia, nada foi noticiado por mais de 16 anos. Em quanto isso, em meio ao total desprezo dos jornais e opositores, o Foro de São Paulo aos poucos dava forma ao que mais tarde, reconheceríamos como a mais orquestrada organização marxista cultural.

Dentre os diversos objetivos do Foro de São Paulo, um dos principais é desarticular as bases conservadoras da sociedade; Família, Estado e a Igreja. O sociólogo Almeida (2010), também destaca que o anti-capitalismo é característica chave do Foro de São Paulo, tal organização se prontifica desde sua fundação, a uma recapitulação da velha tradição marxista. Sua rejeição ao mundo burguês, e pela finança internacional carrega e si, uma ideologia perigosa e muitas vezes desastrosa. No anti-imperialismo (cunho leninista), isto nos parece ainda mais claro. Baseia-se ainda, em um antiamericanismo, bem como em um estatismo típico dos regimes totalitários de esquerda.

Com uma nítida finalidade de controlar as bases; políticas, econômicas e ideológicas. Evidenciamos no plano político um monopólio dos ministérios, forças armadas e polícia. Salienta-se que estas instituições, se não totalmente, são controlados pelo partido. Na categoria econômica, constata-se uma falácia do milagre econômico (como a mentirosa nova classe média), e na categorial ideológica, assistimos uma total alienação das massas imbecis e dóceis (provada pelo quase que total desprezo ao noticiário do mensalão). Que país é esse?

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, P. R.Pensamento e ação da diplomacia de Lula: uma visão crítica. Revista Política Externa, vol. 19, n. 2, Set./Out./Nov., p. 27-40; 2010.

CARVALHO, O. A maior trama criminosa de todos os tempos. (Org) ZAMBONI, P. D. Conspiração de portas abertas: como o movimento revolucionário comunista ressurgiu na América Latina através do Foro de São Paulo. São Paulo: É Realizações, 2008.

ZAMBONI, P. D. (Org) Conspiração de portas abertas: como o movimento revolucionário comunista ressurgiu na América Latina através do Foro de São Paulo. São Paulo: É Realizações, 2008.


[1]CARVALHO, O. Do marxismo cultural. O Globo, 8 de junho de 2002. Acesso em: 20/04/2012. http://www.olavodecarvalho.org/semana/06082002globo.htm

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One Comment to “Foro de São Paulo – Uma nova investida do Comunismo Latino-Americano”

  1. Esse anti capitalismo e anti burguesismo dos esquerdopatas é mero discurso! O negocio deles é se eternizarem no poder totalitario.

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