CNBB desmente “acordo”, mas não se opõe à “lei de homofobia”

Notícia postada no portal de “O Globo”, em 6-12, informa que “CNBB e Marta fazem acordo sobre projeto que criminaliza homofobia”. Segundo a senadora Marta Suplicy o “acordo” foi no sentido de uma “flexibilização da lei.

Tal notícia provocou um verdadeiro escândalo em círculos católicos, uma vez que o tal projeto é inaceitável pela moral católica. Veja-se a respeito nossa campanha que obteve grande sucesso, clicando aqui.

Diante do escândalo, a CNBB publicou uma nota de esclarecimento desmentindo que houvesse o tal acordo (Veja aqui).

Acontece que o tal desmentido nada desmente e deixa claro que a CNBB não se opôs ao citado projeto.

De fato, segundo a nota, a CNBB não fechou um acordo mas “ fez observações, deu sugestões e se comprometeu com a senadora a continuar acompanhando o desenrolar da discussão sobre o projeto. Reiterou, ainda, a posição da Igreja de combater todo tipo de discriminação”.

Por sua vez, o assessor de imprensa da CNBB, Padre Rafael Vieira, em entrevista à ACI Digital, declarou que os bispos não encontraram no texto “nada que aplaudir, nem nada que repudiar”. “A informação que temos é: a senadora fez uma visita à sede da conferência dos bispos, apresentou o seu texto substitutivo do Projeto de lei e os bispos não encontraram no texto dela nada que fosse merecedor de registro”.

Apreciações

A esse repeito, o conhecido site Fratres in Unum publica (7-12) uma apreciação com o seguinte título: “Nota da CNBB desmente ‘acordo’ com Marta Suplicy. Mas não expressa nenhuma desaprovação…”. Comenta Fratres in Unum: “Nada que repudiar?! O fato, Padre Rafael, é que a tibieza na defesa da moral por parte da CNBB pode facilmente ter feito a senadora interpretar tal fato como um “acordo” tácito. Afinal, quem cala consente. Excelências, em nome de vossos propósitos de colaborar ‘em tudo o que diz respeito ao bem da pessoa humana’: pedi demissão de vossos cargos e ide gozar vossas aposentadorias!”

O blog da Família, em matéria postada em 8-12 por Paulo Roberto Campos, acrescenta que a nota “não esclarece por que a CNBB não aproveitou a ‘audiência, no dia 1º de dezembro de 2011’, para então pedir à senadora que desistisse definitivamente de seu infame ‘Projeto de Lei 122/2006’, por ser ele tão contrário às Leis de Deus (…) Não diz que observações e que sugestões teriam feito à senadora petista… No entanto, Marta Suplicy saiu bem contente do encontro, a tal ponto que falou do fechamento de um ‘acordo’ com a CNBB. Sobretudo — o que também causa muita estranheza — a nota não manifesta nenhuma repulsa à aberrante ‘Lei da homofobia’, como se o projeto fosse um outro qualquer, que não atentasse profundamente contra a moral católica “

O tema fica aqui em aberto aos comentários de nossos leitores. Enquanto isso, continuemos em nossa importante campanha de protesto contra a aprovação da abjeta “lei da homofobia”. O leitor pode participar, clicando aqui.

Gregório Lopes – Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

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