Google recorda o sacerdote católico pai da genética moderna

O gigante da Internet Google homenageia hoje ao sacerdote e biólogo austríaco, Pe. Gregor Mendel, considerado como o pai da genética moderna.

No “doodle” que aparece hoje no Google, pode-se apreciar as duas plantas de ervilhas que diferiam em um caráter e que o abade agostiniano utilizou em uma experiência.

O Beato Papa João Paulo II, em seu discurso pelo 100° aniversário da morte de Mendel em 1984, assinalou que “Gregório Mendel foi um homem de cultura cristã e católica. Em sua existência, a oração e o louvor sustentaram a busca do paciente observador e a reflexão do cientista genial”.

“Sobre o exemplo de seu mestre, Santo Agostinho, Gregório Mendel, na observação da natureza e na contemplação de seu Autor, soube com um mesmo salto juntar a busca da verdade com a certeza de já conhecê-la no Verbo criador”, disse naquela ocasião.

O jornalista Alberto Carrara explica que o Pe. Mendel, que nasceu em Heinzendorf (na atual República Tcheca), aproximou-se da ciência graças à sua paixão pela agricultura. Em 1843 ingressou no monastério agostiniano de Altbrünn, e em 1847 fez seus votos religiosos e foi ordenado sacerdote.

Em seus estudos teológicos pôde participar também em cursos de agricultura e viticultura, aprendendo de Franz Diebl o método de polinização artificial como técnica principal para melhorar, de maneira controlada, as plantas.

Entre o 1851 e o 1853 estudou na Universidade de Viena onde pela primeira vez escutou de F. Unger sobre as teorias da mutação das espécies e aquela relativa à antigüidade da Terra.

Em 1865 durante o Congresso da Sociedade de ciências naturais, o Padre Mendel apresentou os resultados de seus estudos que constituirão depois a base científica da moderna genética. Ao princípio suas evidências não suscitaram muito interesse no mundo científico. Morreu em Brünn (atual Moravia) no dia 6 de janeiro de 1884.

Mendel deixou como legado, três leis que resultam imprescindíveis para a genética atual:

A primeira, chamada lei da uniformidade, assinala que se duas raças puras forem cruzadas para um determinado caráter, os descendentes da primeira geração serão todos iguais entre si (igual fenótipo e igual genótipo) a um dos progenitores.

A segunda, a lei da segregação, estabelece que na segunda geração o caráter recessivo aparece em 25 por cento dos híbridos e o dominante em 75 por cento deles.

E a terceira, a lei da independência ou segregação independente, afirma que se diferentes traços são herdados independentemente uns de outros, não existe relação entre eles, portanto o padrão de herança de um traço não afetará o patrão de herança de outro.

ACI Digital

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