Brasil é o único País que pode ajudar a acabar com a fome no mundo

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou, nesta quarta-feira (6/7), que o Brasil é o único país do mundo que tem condições de ampliar a produção de alimentos de forma muito rápida e, assim, combater a fome no mundo, problema que atinge 1,5 bilhão de pessoas que não têm renda para comprar alimentos. “Se essas pessoas tivessem renda, teríamos condições de produzir, em quatro ou seis meses, alimento para suprir essa demanda”, afirmou a senadora Kátia Abreu, durante lançamento, na sede da CNA, em Brasília, da Bienal dos Negócios da Agricultura do Brasil Central, que acontece nos dias 11 e 12 de agosto em Goiânia (GO).

O Centro-Oeste é uma das regiões com maior potencial para aumentar a produção de grãos. Juntos, os produtores de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal ocupam 15 milhões de hectares com atividades agropecuárias. Outros 25 milhões de hectares do Centro-Oeste são destinados à pecuária, áreas que poderiam ser transferidas para a agricultura. Na área ocupada atualmente, os agricultores da região produzem 56 milhões de toneladas de grãos, o que equivale a 35% da produção nacional, percentual que permite que a região contribua com 18% das exportações do agronegócio brasileiro.

Ao anunciar que o Brasil e o Centro-Oeste têm condições de produzir alimento barato, de qualidade e em abundância para abastecer o mercado interno e gerar excedentes para a exportação, sem comprometer a preservação ambiental, a senadora Kátia Abreu observou, no entanto, que são muitos os desafios que ainda precisam ser superados. Além da questão da taxa de juros cobrada nos financiamentos agrícolas, a presidente da CNA citou as deficiências de logística. “O problema dos juros não seria tão terrível se esses produtores não estivessem no Centro-Oeste; se estivessem próximos dos centros consumidores e dos portos para exportação”, afirmou a senadora Kátia Abreu, lembrando que os produtores do Centro-Oeste estão, em média, a cerca de dois mil quilômetros dos portos.

Diante dos problemas de logística, que comprometem, em algumas épocas do ano, 50% do preço do milho produzido na região, a presidente da CNA defendeu que o tema seja discutido na Bienal, que vai reunir especialistas, produtores rurais, e lideranças empresariais e políticas para traçar os cenários para o agronegócio do Brasil Central. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), José Mario Schreiner, explicou que o debate será amplo e não ficará limitado à agricultura brasileira. “O evento debaterá os rumos da agricultura do Brasil e do mundo. Serão traçados cenários para os próximos 20 anos. Trataremos de modelos de negócios e questões de segurança alimentar”, explicou o presidente o presidente da FAEG.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (FAPE-DF), Renato Simplício, afirmou que assuntos pontuais, como a legalização das terras, as políticas de acesso ao crédito rural, à tecnologia e a capacitação da mão-de-obra também serão tratados na Bienal dos Negócios da Agricultura do Brasil Central. “Nós precisamos lembrar que agricultura é um negócio e precisa ser lucrativa para gerar renda e satisfação ao produtor, para que ele produza alimentos e cumpra a função social da terra”, afirmou. O vice-presidente de agronegócios e microempresas do Banco do Brasil (BB), senador Osmar Dias, participou do lançamento da Bienal e alertou para a necessidade de uma política que garanta renda aos produtores rurais, instrumento que, segundo ele, é mais eficaz do que as políticas de renegociação de dívidas rurais.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (FAMASUL), Eduardo Riedel, também participou do lançamento, na sede da CNA, e afirmou que a atualização do Código Florestal, em tramitação no Senado, também será discutida em Goiânia. “Essa questão está inserida na agenda do País. Não tenho dúvidas que será uma das grandes discussões da Bienal”, afirmou. Representando a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso (FAMATO), o diretor executivo da federação, Seneri Paludo, destacou o tema do encontro, que trata da visão de futuro do agronegócio no Centro-Oeste. “Em vez de se olharmos para os problemas pontuais que o setor tem, teremos como pano de fundo a visão de futuro, para discutirmos o Brasil Central que queremos sob o ponto de vista da agricultura, olhando para os próximos anos”, completou.

Evento – A Bienal dos Negócios da Agricultura do Brasil Central é um evento realizado em conjunto pelas Federações de Agricultura do Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Acontece nos dias 11 e 12 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO).

CNA

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